As flores carregam um destino inevitável: desaparecer. Sua beleza está, historicamente, associada àquilo que não permanece. Ao ciclo. À perda.
A Flor Decor nasce no ponto de tensão entre esses dois estados: interromper o tempo e suspender o fim. A flor deixa de ser apenas forma e se transforma em expressão sensível: um gesto que preserva afeto, memória e presença.
Cada obra propõe um deslocamento, o qual retira o elemento do seu curso natural e o reinsere em uma estrutura de permanência. O que antes era transitório passa a ocupar o espaço como presença contínua. O processo não busca imitar a natureza. Busca dialogar com ela.
Há técnica, há controle, mas também há abertura ao imprevisto como parte essencial do processo, incorporando a singularidade de cada forma orgânica. Nenhuma flor se repete. Nenhuma composição se resolve da mesma maneira. A obra acontece nesse equilíbrio.